Programa de Pós-Graduação em Geografia

 

 

Entre os dias 01 e 22 de abril de 2026, professores e estudantes de mestrado e doutorado de seis instituições de ensino brasileiras (UFC, UFSC, UFGD, Unioeste, Unicentro e IFC) estiveram na China para estabelecer relações de cooperação científica.

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A viagem se deu em função do projeto de pesquisa “Geoeconomia verde: cadeias agroalimentares e relações Brasil-China”, aprovado na chamada pública MCTI/CNPq n°16/2024 – Apoio a projetos internacionais de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, sob a coordenação da professora Lisandra Lamoso (UFGD). Na temática do projeto, a transição para o que está sendo nomeado de economia verde apresenta-se como uma tendência mundial, e tem fortes repercussões em todos os países que tem nas cadeias agroalimentares um componente importante de sua estrutura produtiva. Assim, estudar a economia verde sob o prisma da geoeconomia pode aprimorar o entendimento das atividades agroindustriais no Brasil e na China, bem como a influência que a demanda externa exerce em cada um desses territórios. O objetivo principal do projeto é analisar a difusão recente da geoeconomia verde no Brasil e na China, e identificar como ela influencia as cadeias agroalimentares e o comércio internacional entre os dois países.

O professor Eduardo von Dentz, do programa de pós graduação em Geografia da UFC, membro da equipe executora do projeto, compôs a delegação brasileira na China. Para estreitar as relações com os pesquisadores chineses, reuniões, visitas técnicas e trabalhos de campo foram realizados no período. Em Shanghai, foi realizada uma visita técnica na Universidade de Tongji. Em Hangzhou, a reunião se deu na Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang, além de um trabalho de campo em área rural com produção de chá verde, na vila rural de Long Jing, que produz chá verde há cerca de 1200 anos. Em Fuzhou, a reunião se deu na Escola de Marxismo da Universidade de Fuzhou. Por fim, a maior parte da agenda foi cumprida em Beijing, com reuniões em instituições públicas e privadas: no Instituto de Desenvolvimento Rural da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), na Academia Chinesa de Ciências da Agricultura (CAAS), no Centro de Promoção do Comércio da Agricultura do Ministério da Agricultura da China, na Beijing Dabeining Technology Group Co., Ltd, na Mosaic Co., Ltd. e na China Crop Protection Industry Association. Ademais, foi realizado um trabalho de campo no Distrito rural de Miyun, o qual abrangeu o vilarejo rural de Jianyan, fazendas rurais e um complexo vitivinícola; destacando-se em todo o distrito a produção de orgânicos, turismo ecológico, preservação do patrimônio cultural e histórico, gastronomia, fazenda escola e hospedagem rural.

As reuniões, trabalhos de campo e visitas técnicas demonstraram que a ciência chinesa tem grande interesse em estabelecer relações de cooperação ganha-ganha com países do Sul Global, inclusive com o Brasil. Ademais, o período de atividades revela que os avanços significativos na economia e na sociedade da China passam pela agricultura como uma área central de investigação, investimentos, melhorias e aplicação de novas tecnologias. A agricultura chinesa não apenas se tornou uma das mais desenvolvidas do mundo como vem sofisticando as inovações para atingir uma de suas grandes metas, qual seja, a construção de uma civilização ecológica.

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