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Sobre o Festival    

O Festival de Geografia da UFC consolida-se como iniciativa estratégica de criação de um evento voltado à excelência acadêmica e científica, assentadas em política de inserção social no campo da Geografia. O evento integra diversas modalidades de formação, da graduação, passando pela pós-graduação, ao delineamento de atividades de pós-doutoramento, promovendo um espaço de discussão, reflexão e troca de experiências entre docentes, discentes, egressos, bem como representantes do poder público e da sociedade civil organizada.

Nesse contexto, o Festival contribui à construção de um ambiente tripartite, envolvendo docentes da UFC e de instituições parceiras; discentes em formação e profissionais egressos, em diálogo aberto com representantes da sociedade brasileira.

Do posto, a iniciativa estimula o estabelecimento de contatos e o fortalecimento de vínculos tanto com geógrafos formados na graduação e pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) como com parceiros nacionais e internacionais, a culminar no aprimoramento da arte de formação de geógrafos capacitados e de consolidação da geografia como uma ciência comprometida, a lidar com os temas sensíveis da sociedade contemporânea e com vistas à contribuição na construção de um mundo mais justo e sustentável.

Sobre a Geografia UFC

A elite cearense enveredou esforços de adequação às demandas do estado brasileiro nos domínios do planejamento e do ensino com a instalação da Universidade Federal do Ceará, especificamente cursos como o de Geografia, criado em 1963 e a objetivar formar professores e geógrafos pesquisadores a qualificarem quadros técnicos locais vinculados à Superintendência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (SUDEC), à Autarquia Metropolitana de Fortaleza (AUMEF), à Companhia de Desenvolvimento Urbano de Fortaleza (CODEF-PMF), ao ETENE-BNB, ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e à Secretaria de Educação.

Em escala local, o Departamento de Geografia-UFC construiu com o tempo um perfil peculiar, adequado tanto às demandas do estado como de assessoramento à sociedade civil organizada. No concernente ao estado, seus docentes firmaram diversos convênios: a) de implantação do metrô de superfície de Fortaleza - METROFOR; b) de ampliação da rede de  abastecimento de gás natural para as indústrias de Fortaleza, com o Instituto de Planejamento do Ceará - IPLANCE e Petrobrás; c) de Geração de renda das comunidades interioranas com a GTZ-Secretaria de Agricultura do Estado do Ceará (Projeto de - PRORENDA), d) de execução de Diagnóstico Ambiental dos Tremembés de Almofala com o ministério do Meio Ambiente. e) de capacitação de agentes de turismo, juntamente com o Ministério do Turismo e Unitrabalho; f) de capacitação dos camponeses do estado, em parceria com o INCRA. No relativo à sociedade civil organizada, os docentes mostraram atentivos às demandas dos Movimentos Sociais, suscitando trabalhos conjuntos com a Arquidiocese de Fortaleza na delimitação das áreas dos índios Tapebas; a elaboração do anteprojeto da lei de saneamento básico e dos movimentos sociais;  a montagem do Diagnostico Sócio Ambiental do município de Icapuí; a organização de curso de planejamento urbano e cultura popular, em parceria com a ONG Cearah Periferia; a organização de curso sobre Nordeste e questão regional em parceria com o Jornal O Povo; a organização do Curso de Especialização da URCA.

O reconhecimento do Departamento de Geografia se expressa nos vários eventos científicos, nacionais e internacionais que ele organizou e sediou, destacando-se: em 1978 - 3º Encontro Nacional de Geógrafos (AGB); em 1995 - 4º Simpósio Nacional de Geografia Urbana; em 1997 - Seminário França-Brasil; em 1998 - Simpósio Internacional "Les fronts d'urbanisation"; em 2003 - Seminário Internacional Geografia, turismo e cultura e o VI Congresso de Ecologia do Brasil.

Assim se configura um perfil refinado no tempo e a convergir, devido mudanças ocorridas na sociedade e na academia no pós final dos anos de 1980, à conscientização da necessidade de formação de profissionais cada vez mais especializados no país. A partir de 1987, o Curso de Geografia converge à implementação da Pós-Graduação em Geografia.

Os primeiros passos evidenciaram-se com a implantação de cursos lato sensu de 1987 a 1994  e de curso stricto sensu em 1995.  No primeiro domínio, dois cursos de Especialização funcionaram ininterruptamente até 1994, abordando os temas: "Nordeste: Questão Regional e Questão Ambiental" e "Análise Geoambiental e Técnicas de Avaliação em Recursos Naturais".  Estes cursos repercutiram intensa e positivamente na comunidade geográfica local, atraindo profissionais de áreas afins como Sociologia, Arquitetura, Economia, Biologia, inclusive de outros centros do país. No segundo domínio, associado aos Departamentos de Biologia e Economia Agrícola, implantou-se o programa de pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA). Participam deste programa seis universidades do Nordeste do Brasil (UFAL, UFS, UFC, UFPB, UEPB e FURRN), iniciando-se assim uma formação de mestrado "em rede", pioneira na região. Este programa, concebido na perspectiva interdisciplinar, visava e visa promover a formação de mestres capazes de participar ativamente na produção do conhecimento e no manejo do espaço geográfico e atentivo ao lido com às questões do desenvolvimento sustentável da região Nordeste do Brasil.

O investimento em cursos lato sensu, bem como implantação de curso multidisciplinar stricto sensu, deveu-se a dificuldade enfrentada pelo Departamento de Geografia no que concerne ao perfil do quadro de professores existentes, pequeno número a dispor da titulação de doutorado, se mostrando necessário estabelecer uma política estratégica a permitir tanto o refinamento do perfil do pequeno número de docentes doutores como a formação do quadro docente restante no nível de doutorado. No primeiro domínio, os cursos de especialização e o PRODEMA foram o amalgama potencializador de ambiência propicia à inserção-vivência dos docentes à lógica da Pós-Graduação, em especial o último. No segundo domínio, a UFC investiu a partir da segunda metade dos anos de 1990 na titulação de seus docentes no nível do doutorado  (em universidades estrangeiras como Paris IV-Sorbonne, IFU-Paris VIII, Bourdeaux, Strasbourg, Barcelona, Zaragoza, Sevilha e em grandes centros de pesquisa brasileiros como USP, UFPe, UNESP e UFC.) e no de pós-doutoramento em universidades estrangeiras, atingindo assim um patamar adequado ao encaminhamento de proposta de criação de Pós-Graduação em Geografia no nível do mestrado em 2003 (a contar com onze doutores) e do doutorado em 2007 (a contar com quinze doutores), sem esquecer de grupo a já dispor de vivencia em estágios de pós-doutoramento na França, Estados Unidos e Cuba (considerando 2003 e 2007, respectivamente 2 e 5 professores).

Resultado de pressão da comunidade de geógrafos, a UFC não pôde se furtar ao dever de implantar no Ceará um curso acadêmico na Área de Geografia, reforçando e consolidando, nestes termos, o envolvimento antigo do Departamento em Cursos de Pós-Graduação e com a produção científica. O nível de qualificação supramencionado permitiu o contato com outras linhas de pensamento e consequente atualização-renovação constante da produção do conhecimento geográfico in locus, a balizar nível de especialização dos professores do Departamento de Geografia e consequente encaminhamento:

A atuação e conquistas indicadas acima validam tônica de fortalecimento da pós-graduação em Geografia no Nordeste, seguindo caminho traçado por instituições pioneiras na região, a UFPE e a UFS. A primeira a dispor de mestrado desde o primórdio de inclusão da Geografia no Sistema Capes, nos anos 1970. A segunda a implantar primeiro curso de doutorado, pautado em parceria com a Unesp-Rio Claro nos anos 2000.

No contexto da formação profissional, da produção de conhecimentos e da inovação tecnológica a impactarem positivamente na sociedade, o Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFC reforçou a Pós-Graduação na área em escala nacional, com rápida consolidação evidenciada nos bons resultados obtidos nas avaliações da CAPES. Entre 2006 e 2012, o Programa obteve nota 4; de 2013 a 2016, nota 5; e de 2017 a 2024, alcançou a nota 6, posicionando-se entre os melhores do país e com forte possibilidade de ascender à nota 7, consolidando assim seu papel como curso de excelência.

Formação profissional

No domínio da formação profissional, a performance do Curso de Geografia ultrapassou o limiar da formação de quadros especializados em escala apenas local, com profissionais egressos desta unidade hoje instalados em várias IES e outras instituições públicas e privadas, ênfase maior no Nordeste e Norte do país.

Quanto à formação de graduados (licenciados e bacharéis), convém nossa primeira grade curricular foi montada com contribuições de Tricard, culminando na formação de um curso responsável pela titulação de 3258 graduados, 877 bacharéis e 2381 licenciados formados no interstício constante em sete decênios, reforçando empenho do colegiado no atendimento de forte demanda associada ao domínio do magistério, força maior no concernente ao ensino básico.

Tabela 1 – Graduandos formados de 1964 a 2024  

DECÊNIOS

GRADUADOS

BACHARELADO

LICENCIATURA

TOTAL

1964-1970

1

5

6

1971-1980

33

101

134

1981-1990

94

367

461

1991-2000

106

412

518

2001-2010

331

955

1286

2011-2020

256

459

715

2021-2024

56

82

138

TOTAL

877

2381

3258

 

No que diz respeito à formação de mestres, doutores e recebimento de estagiários de pós-doutoramento, em 21 anos de existência do Programa se deu, de um lado,  titulação de 437 discentes (253 mestres e 184 doutores), com destaque àquelas vinculadas aos cursos DINTER, 15 doutores formados no DINTER/UERR-UFRR e 6 doutores já titulados no DINTER/IFCE e, de outro lado, realização 56 estágios de pós-doutoramento a envolverem docentes vinculados a instituições parceiras no Brasil (UPE, UNB, UNILAB, UNIFESSPA, UNEMAT, UEA, UFRN, UERR, UFS, UECE, UVA, UFG, UNESPAR, UESB, UFMA, UFBA, UEL, UERN, IFCE, UEMS, PMF e URCA) e internacionais (parceiros da Inglaterra e da Espanha). Entre as teses de doutorado, destaca-se nosso envolvimento direto na oferta de turmas vinculadas à política de solidariedade macrorregional entre programas do Norte e Nordeste do país (DINTER UERR/UFRR, de 2015 a 2018, e IFCE, de 2020 a 2025).

No fortalecimento da pós-graduação evidencia-se refinamento do perfil dos profissionais egressos, 70% deles a ocuparem cargos em instituições públicas na área de ensino (básico e superior) e circunscritos predominantemente nas fronteiras do Nordeste e Norte. No concernente ao ensino superior convém destacar posicionamento de destaque da UFC na formação de quadros de docentes lotados nas pós-graduações do Nordeste e Norte, ocupando a terceira posição com 35 docentes com doutorado obtido na UFC e perdendo somente, em ordem de importância, para programas mais clássicos, USP (programas de Geografia Física e Humana, 98 egressos), UNESP (programas de Rio Claro e Presidente Prudente, 76 egressos) e UFPE (33 egressos) (Tabela 2).

 

Tabela 2 – IES de formação do quadro docente em nível de doutorado lotados nas Pós-Graduações em Geografia do Nordeste e Norte, quinze mais representativas.

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Fonte: Sites dos Programas de Pós-Graduação em Geografia no Nordeste e Norte do Brasil.Organização: Eustogio Dantas

Os dados constantes na tabela evidenciam uma distribuição espacial a cotejar expressiva atuação de doutores egressos da UFC na conformação de quadros de docentes das pós-graduações do Norte e Nordeste do país: 9 docentes  (25,71% do total formado) lotados em quatro estados (Amapá, Amazonas, Roraima e Pará) dos sete no Norte; 26 docentes (74,29% do total formado) a atuarem em seis estados (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) dos nove no Nordeste (Mapa 1). Uma distribuição espacial em patamares próximos: 57,14% dos estados do Norte e 66,67% dos relativos ao Nordeste.

Mapa 1:  Distribuição dos docentes formados na UFC a atuarem em Programas de Pós-Graduação do Nordeste e Norte do Brasil

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Fonte: Sites dos programas de pós-graduação em geografia do Nordeste Norte do Brasil.Elaboração e Organização: Eustogio Dantas e Guitte Sousa.  

 

Produção do Conhecimento

No domínio da produção de conhecimento, a Geografia da UFC desponta após a consolidação da pós-graduação no momento do atingimento da excelência com obtenção da nota 6 em 2017, balizado, além dos critérios de quantificação da produção científica constantes no Relatório de Avaliação da Área de Geografia da CAPES, no Índice H atribuído aos programas. Considerando banco de dados do Google Acadêmico na configuração do IH dos pesquisadores, há apontamento da produção científica da Pós-Graduação em Geografia por Programa e a considerar o período de 2005 a 2016 e nos níveis a oscilarem de 2 a 7. A UFC obteve IH6, denotando quadro similar às IES clássicas no país e a referenciar, além da produção científica propriamente dita o volume de citações a indicar obras mais impactantes (de referência) produzidas no programa. Somente se posicionou abaixo de instituições às quais a Comissão de Avaliação atribui IH7 (USP Geografia Humana, UFRJ, UNESP Presidente Prudente e UFRGS) e no mesmo patamar da USP Geografia Física, UNICAMP, UFPR, UEPG, UFF, UFMG, UFU e UFG.  

Mapa 2 – IH dos Programas de Pós-Graduação em Geografia  – 2005 a 2016

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Fonte: Relatório de Avaliação da Área de Geografia – CAPES (2017)

 

Configura, nos termos enunciados, uma produção significativa e impactante a contribuir, consequentemente, no reforço e aprimoramento da produção científica brasileira no domínio da Geografia.  Grosso modo, o fortalecimento das ações do curso de geografia com a pós-graduação, em termos objetivos, conduziu à potencialização de ações já classicamente realizadas no Departamento de Geografia tanto no domínio dos convênios internacionais e nacionais na realização de projetos de pesquisa-extensão e na editoração.

 

Convênios nacionais e internacionais

Os convênios internacionais e nacionais resultam da vivência já empreendida por diversos professores (projetos já desenvolvidos, como o CAPES/COFECUB, com o Institut Français d'Urbanisme (IFU)-Université de Paris VIII; o ALFA / Urbano; o ALFA / desertificação; o WAVES – Projeto Ecologia das Paisagens (TUM-Whair of Landscape Ecology)) e que se redimensionam no tempo, como o ocorrido em passado relativamente recente com instauração de convenções internacionais aprovadas com a Université de Paris IV (Sorbonne),  Universidade de Havana, bem como convênio nacional com o IPPUR-RJ, no bojo do Observatório das Metrópoles.

Avançamos ao ponto de contemporaneamente dispormos de uma base de articulações amplas, configurada no tempo e a denotar uma base nacional larga (alicerçada principalmente no Norte e Nordeste, mas já a apontar articulações com o Centro-Oeste, Sudeste e Sul) sobre a qual se assenta conjunto de parcerias na escala internacional (Mapa 3). Nestes termos, empreende-se uma lógica a denotar contexto inicial de estabelecimento de vínculos aprisionados às IES Ocidentais (predominantemente Europeias e Américana) com apontamento de incorporação de novos parceiros na América Latina e na África, com movimento ainda tímido na Oceania e a apontar incorporação recente da Ásia, com IES Chinesa.

Mapa 3 - PPPGEO-UFC – Instituições Parceiras

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Fonte: Site Programa de Pós-Graduação em Geografia

Na consolidação de sua estratégia de internacionalização, a considerar múltiplas escalas (local, regional, nacional e internacional), contribuiu diretamente para o alcance de simetrias efetivas nas trocas científicas com instituições do exterior e alicerçadas em três importantes editais de fomento, voltados prioritariamente a cursos com conceito 6 e 7:

PRINT/CAPES (2019–2024): constituiu um verdadeiro divisor de águas para o PPGG, ao possibilitar a nucleação de ações estruturantes de internacionalização, com ampla mobilização de docentes, discentes e egressos em missões, estágios, eventos e publicações.

CAPES/FUNCAP (2019–2021): reforçou a estratégia anterior ao incentivar a cooperação científica internacional e o incremento da produção qualificada. O programa envolveu todos os docentes permanentes, fortalecendo vínculos bilaterais com instituições estrangeiras.

FUNCAP Internacionalização (2023–2026): edital específico com o objetivo de ampliar a mobilidade internacional de docentes e discentes, e atrair pesquisadores estrangeiros de excelência. As ações resultantes vêm fomentando o surgimento de novas redes de pesquisa, parcerias acadêmicas e projetos com impacto global.

A consolidação da base local, regional e nacional, com destaque para instituições das regiões Norte e Nordeste, foi fundamental para o enraizamento e sustentação das ações internacionais. Essa macrorregião, entendida como Brasil Setentrional, constituiu o território de articulação de redes de pesquisa e cooperação técnico-científica que potencializaram o alcance internacional do PPGGeo/UFC. Estas conexões demonstram como a inserção internacional do programa está fortemente ancorada em uma base macrorregional consolidada, a partir da qual se ampliam redes de pesquisa, intercâmbios e produção de conhecimento com repercussão internacional.

Do posto apreende-se como a totalidade dos docentes do PPGGeo/UFC está integrada a redes internacionais e nacionais de pesquisa, demonstrando uma inserção consolidada e ativa. Dentre as principais redes, destacam-se:

Household Water Insecurity, rede global de colaboração, coordenada por Wendy Jepson (Texas A&M University), voltada à construção de estratégias de investigação e desenvolvimento de escalas de análise da insegurança hídrica domiciliar em cinco continentes e a dispor de recursos da National Science Foundation, Fulbright, Lloyd’s Register Foundation, Children’s Investment Fund Foundation e do CNPQ. Se estabeleceu no Brasil em 2019 com a inclusão de pesquisadores da UFC e UFABC. Jader Santos é o coordenador local da rede, com envolvimento de Adryane Gorayeb e Paula Thomaz (egressa e docente da URCA). Sites da rede: https://hwise-rcn.org/ e https://hwise-rcn.org/hwise-community/hwise_br/.

REALP - Rede de Estudos Ambientais de países de Língua Portuguesa na América Latina, África e Europa. Ressalta-se a cooperação no ensino graduado (mestrados, doutoramentos e pós-doutoramento), com incentivo à mobilidade das equipes científicas das universidades envolvidas: Universidades: de Évora, de Aveiro, Nova de Lisboa, dos Açores, Eduardo Mondlane, Instituto Politécnico de Tomar, de Cabo Verde, Agostinho Neto, de Brasília, UFSC, UFPE, UFAM e UFC.  Na citada atuam Vladia Oliveira e Eliza Zanella. Em dezembro de 2022, Vladia Oliveira proferiu palestra no XXIII Encontro da REALP, realizado no Instituto Politécnico de Tomar-Portugal.

Observatório da Energia Eólica, coordenado pelos prof.s Adryane Gorayeb, Christian Brannstrom, Carlos Sopchaki e Jeovah Meireles, envolvem parceiros da UFC de IES brasileiras (UFPI, UERN, UFPB, UFRS, IFRN, IFSP, UFMA, UNICAMP, UFRN) e parceiros internacionais da Texas A&M University e da Universidad de Salta. Contou com recursos dos editais PVE/ CAPES, PRONEM FUNCAP/CNPq,  CNPq/ Nexus Caatinga. Atualmente conta com recursos da CAPES/ COOPBRAS – Sul Global e da Queen Mary University. O referido respaldou criação do Grupo de Pesquisa e Estudos em Geografia da Energia (UFRN/ UFC) e possibilitou a abertura do Grupo de Trabalho na ANPEGE: Geografia da Energia junto com colegas da UNIR e da UFPA.

Rede Observatório de Paisagens Patrimoniais e Artes Latino-Americanas, estabelecida em parceria de estudos comparativos e colaborativos entre Docentes de Geografia e áreas afins de estudos especializados em geografia cultural e social, nas Universidades de Cauca e Nacional de Bogotá (Colômbia), de Buenos Aires, Nacional de Lujan e Nacional de Quilmes (Argentina), UFC, UFRN e de UFSCAR e UECE, URCA e do UVA. Envolve, no programa, Christian Oliveira e Tiago Cavalcante.

Rede de Pesquisa Nós Propomos! Participação da Profa. Alexandra Oliveira e da Profa. Alexsandra Muniz . Idealizada por Sérgio Claudino da Universidade de Lisboa. Vale destacar a relação dessa rede com os projetos de Residência Pedagógica e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência, coordenados pelas referidas docentes. Os projetos articulam alunos de graduação e pós-graduação promovendo atividades na rede pública de educação básica.

Red Internacional de Estudios Socioambientales, na escala da América Latina e Europa, aponta-se a participação de Alexandre Pereira e Eustógio Dantas. Sediada na Universidade de Alicante - Espanha, sob a coordenação de Antonio Aledo. A rede tem por objetivo estudar, integrar abordagens e resultados na análise, planejamento e gestão dos problemas decorrentes da interação entre a sociedade e o ambiente. Destaca-se a organização do evento Congreso Internacional de Estudios Socioambientales resultado em coletânea internacional - Impacto Social y Desarrollo (2022) - com capítulos escritos pelos referidos colegas e com egressa Marília Silva (co-tutela entre UFC e Univ. de Alicante).

Red Latinoamericana de Erosión Costera é uma iniciativa de pesquisadores de vários países da América Latina (Chile, Peru, Uruguai, Cuba, Argentina e Brasil) para disseminar, discutir, integrar e apresentar à sociedade questões relacionadas à erosão costeira. Participação de Lidriana Pinheiro.

Observatório das Metrópoles (INCT - CNPQ). trabalha de forma sistemática e articulada sobre os desafios metropolitanos colocados ao desenvolvimento nacional, tendo como referência a compreensão das mudanças das relações entre sociedade, economia, Estado e os territórios conformados pelas grandes aglomerações urbanas brasileiras. Coordenado por Luiz  Ribeiro (UFRJ), com participação de Adryane Gorayeb, Jeovah Meireles, Eustogio Dantas, Alexandre Pereira, Alexandra Muniz, Iara Gomes, Jader Santos, José da Silva, Elisa Zanella, Clélia da Costa (coordenadora local). 

Projetos de pesquisa-extensão

Envolvimento em redes a justificar participação dos docentes em diversos projetos de pesquisa internacionais, destacando-se tanto pela diversidade temática quanto pelo envolvimento de discentes, egressos e parceiros estrangeiros:

Moving Smartly Towards Accessible & Inclusive Urban Environments for our Elders (FCT/FUNCAP, encerrado em 2022), coordenado por Nuno Costa (Portugal) e Eustógio Dantas (UFC), com participação de Alexandre Pereira, Clelia Lustosa, Elisa Zanella, Jader Santos, José da Silva e das discentes Marnielly Carneiro e Ana Letícia Lima.

Energia Renovável e Descarbonização na América do Sul (COOPBRAS/CAPES/SULGLOBAL, em vigência), sob coordenação de Adryane Gorayeb, com participação de Christian Brannstrom, Edson Vicente, Jeovah Meireles e dos discentes Tiago de Aquino, Orlando Jalane, Regina Balbino e Fabio Montes.

SmARTER: Sustainable Approaches for Resilience Building in North East Brazil (University of Bath – Reino Unido, encerrado em 2021), coordenado por Mirela Lorenzo e Adryane Gorayeb, com Jader Santos, Gisleidy Tavares e Joalana Macêdo.

Urban Water Provisioning and Household Water Security in Northeast Brazil (NSF/Texas A&M University, encerrado em 2022), coordenado por Wendy Jepson (EUA) e Jader Santos, com ampla equipe do PPGG/UFC, incluindo Adryane Gorayeb, Paula Tomaz (URCA), e discentes como Joalana Macêdo, Samella Paungartten, Helania Silva, Whiliane Gomes, Brenda Rocha, Caroline Tavares e Marcelo Viana.

Projeto TropiCool – Infraestrutura verde em cidades tropicais (Governo da Suécia/UFC, em vigência), coordenado por Jorge Amorim (Suécia) e Elisa Zanella (UFC), com participação de Jeovah Meireles e Antônio Lima Júnior.

Destaque  também à forte articulação institucional internacional, consolidando acordos com universidades na Europa, América Latina, África e países de língua portuguesa. Dentre os destaques:

Editoração

A editoração é reforçada, de um lado, com política local a culminar na consolidação de um dos mais importantes periódicos da geografia, a MERCATOR (criado em 2002 e veiculado em http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/), a GEOSABERES (criado em 2010 e veiculado em http://www.geosaberes.ufc.br/geosaberes/index) e a Coleção Estudos Geográficos, com publicação de primeiro livro, em 2006 e a contar atualmente com mais de trinta livros veiculados em https://www.ppggeografia.ufc.br/index.php/pt-br/publicacoes/colecao-de-estudos-geograficos-2/33-livros-publicados e, de outro lado com participação de nossos docentes em editoras internacionais, especificamente a SPRINGER em suas coleções  "The Latin Studies Book Series" (https://link.springer.com/series/15104 ) e "SpringerBrief in Latin American Studies" (https://link.springer.com/series/14332).

A potencialização de ações citadas acima justificam incremento no número de bolsas produtividade do CNPq (atualmente 12 dos 22 docentes do programa são portadores de Bolsa Pq, correspondendo a 54,55 % dos docentes) e na ampliação da atuação dos docentes como: a)  visitantes em Université Paris IV, Université d’Angers, Université Le Mans, Université Catholique de l’Ouest, Universidade de Cabo Verde; Universidad Salsa e Universi xxxxxxxxxx; b) orientadores de teses em cotutela em Université Le Mans (FR), Universidad d’Alicante (ES) e Université de Montpelier (FR).

Considerando o supramencionado, compreensível nossa inscrição em quadro plural, composto por vários cursos na escala nacional, especificamente os de conotação periférica a atingirem nota máxima (5) a qualificá-los nos extratos de cursos de excelência, especificamente notas 6 e 7, tanto da periferia próxima, composta por Unesp-Presidente Prudente (7), Unicamp (6) e UFMG (6) como da periferia distante, a contar com UFRGS (6), UFG (6) e UFPR (6). Uma base de excelência ampliada nas últimas avaliações da Capes e a contribuir ao aprimoramento de sua base clássica, assentada nas contribuições oferecidas pela USP (Geografia Física e Humana), UFRJ e Unesp-Rio Claro.

Infrestrutura

As atividades do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará são realizadas em prédio exclusivo, destinado ao ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e extensão. O espaço físico inclui:

A estrutura está integrada à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com conexão via fibra óptica de 133 Mbps, assegurando conectividade adequada para as atividades acadêmicas. Todas as salas contam com pontos de acesso à internet e, para acesso de discentes e docentes pelo departamento, há a instalação de pontos de acesso via wi-fi

Papel central na referida estrutura é exercido pelos laboratórios do curso de geografia (Laboratório de Planejamento Urbano e Regional, LAPUR); Laboratório de Estudos Geoeducacionais e Espaços Simbólicos, LEGES; Laboratório de Geoecologia da Paisagem e Planejamento Ambiental, LAGEPLAN; Laboratório Climas (antigo LCGRH); Laboratório de Estudos Agrários, Territoriais e Educacionais, LEATE); Laboratório de Geoprocessamento e Cartografia Social, LABOCART;  Laboratório de Geomorfologia Costeira Ambiental e Continental,  LAGECO; Laboratório de Pedologia e Análise Ambiental, LAPED e Laboratório de Prática de Ensino em Geografia, LAPEG), pensados como unidades de apoio à pesquisa, ensino e extensão, reunindo docentes, pesquisadores(as) e estudantes de graduação e pós-graduação. Apresentam articulações em diferentes escalas (local, nacional e internacional) e contribuem para a execução de projetos institucionais, demandas de órgãos públicos e da sociedade civil organizada. Os recursos para atualização dos laboratórios são visualizados a partir do  PRONEM/FUNCAP/CNPq (2016-2021) e dos projetos POROCARSTES FASE 2 (financiado pela Empresa Shell), Tufas e travertinos da Bacia Potiguar (financiado pela Petrobrás) e INCT Estudos Téctônicos (CNPq), Programa Cientista Chefe Meio Ambiente FUNCAP e Cientista Chefe Desenvolvimento Agrário FUNCAP, sendo as aquisições de caráter multiuso e, além de beneficiar os laboratórios, apoiam projetos da graduação, tendo em vista a cultura de compartilhamento de equipamentos e infraestrutura entre os grupos de trabalho, a qual é passada de geração em geração.

Cacterização do Projeto

O FESTIVAL GEOGRAFIA DA UFC, foi concebido como uma grande celebração a possibilitar congregar histórico  representativos da trajetória e conquistas exitosas da comunidade responsável pela consolidação do Departamento de Geografia e do PPGgeo/UFC em seus respectivos 60 e 20 anos de existência.

Em se tratando de um projeto de natureza científica-acadêmica inscrita em uma configuração auto avaliativa, seu delineamento dar-se-á anualmente e a articular conjunto de atividades associadas: à organização de evento de abertura do ano letivo; à organização de eventos científicos com parceiros internacionais, nacionais, docentes e egressos do programa, configurados no transcorrer dos semestres diretamente envolvidos; ao desenvolvimento de atividades didáticas associadas às disciplinas obrigatórias de seminário (Tese e Doutorado), oferecidas anualmente no calendário universitário; ao desenvolvimento de atividades de extensão a promover a aproximação em relação à sociedade civil organizada como à ambiência do ensino básico; ao desenvolvimento de atividades de divulgação dos materiais e metodologia resultantes dos projetos de inovação desenvolvidos no Departamento de Geografia. Todas elas a correlacionar graduação e pós-graduação e a envolver docentes, discentes, egressos e parceiros do programa.

Consiste em base de atuação da pós-graduação, consubstanciada no selo anual do Festival de Geografia da UFC e a envolver a graduação. Reune, nestes termos, conjunto de atividades pautadas em eventos múltiplos e configurados, de um lado, em abertura e fechamento do ano letivo e, de outro lado, em atividades desenvolvidas durante os semestres letivos nos laboratórios por seus componentes (docentes, discentes da graduação e pós-graduação, egressos e parceiros) nos domínios do ensino, pesquisa, extensão e inovação e a associar atividades múltiplas:

 

  1. Conferências e Palestras: convidar especialistas em Geografia e áreas afins para compartilhar conhecimentos e experiências;
  2. Mesas-redondas e Debates a  promover discussões sobre temas relevantes;
  3. Apresentações de Trabalhos Acadêmicos: oferecer oportunidades para estudantes e pesquisadores apresentarem seus trabalhos e projetos.
  4. Exposições: exibir mapas, gráficos, imagens e outros materiais visuais que ilustrem conceitos geográficos e resultados de pesquisas.
  5. Oficinas e Cursos: oferecer treinamento prático em técnicas de mapeamento, SIG (Sistemas de Informação Geográfica), sensoriamento remoto, etc.
  6. Visitas de Campo: organizar visitas a locais de interesse geográfico, como parques nacionais, reservas naturais, áreas de risco, etc.
  7. Concursos: promover concursos de cartografia, redação, desenho, etc. para estudantes e jovens.
  8. Feira de Projetos: apresentar projetos de extensão, pesquisa e inovação desenvolvidos por estudantes e professores.
  9. Intercâmbio entre Estudantes: promover encontros e atividades entre estudantes de diferentes instituições e regiões.
  10. Lançamento de Publicações: lançar livros, revistas e outros materiais publicados pelo festival ou por instituições parceiras.
  11. Atividades Culturais: realizar apresentações musicais, danças, teatro, etc. que tenham relação com a Geografia e a cultura local.
  12. Jogos e Simulações: desenvolver jogos e simulações que ensinem conceitos geográficos e promovam a conscientização sobre questões ambientais e sociais.